Capela de São Tiago
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Locais e pontos de interesse.
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A atual capela de Alveite Grande foi construída em substituição de uma antiga ermida junto da qual já em 1747 se fazia uma feira pelo 25 de Julho, dia de São Tiago. Diz-se que a sua consagração a este santo se deve à instalação aqui em tempos remotos de uma colónia de Galegos oriundos de Santiago de Compostela.
Esta devoção permanece até hoje, reunindo população residente e filhos da terra em torno da capela nas festas de São Tiago.
É tradição a imagem do santo sair na procissão da festa levando um cacho de uvas consigo.
No seu “Diccionario geografico”, tomo I de 1747, o Padre Luiz Cardoso anota já a existência de “huma Ermida de Santiago” junto da qual já se fazia uma feira a 25 de Julho! Embora diga respeito a uma outra capela de que só restavam vestígios no início do século XX, o Diccionario comprova assim a devoção de longa data a Santiago Maior.
Imagem retirada de CARDOSO, Luiz, Diccionario geografico, ou noticia historica de todas as cidades, villas, lugares, e aldeas, rios, ribeiras, e serras dos Reynos de Portugal, e Algarve. Disponível online em: https://purl.pt/13938
Contas da construção da capela de São Tiago
Contas da construção da capela de São Tiago
Contas da construção da capela de São Tiago
Contas da construção da capela de São Tiago A eira dos Passados representa a memória da vivência das colheitas em comunidade. Após a ceifa do trigo ou do centeio, o cereal era transportado para as eiras onde se separava o grão da palha com o bater ritmado dos manguais ou malhos (utensílio feito de dois paus unidos por uma correia).
Já as espigas de milho iam-se acumulando para fazer a descamisada, que reunia as pessoas da aldeia numa alegre azáfama. Geralmente feita à noite, recordam-se as pessoas de se servir aguardente. Era tradição que, saindo o milho-rei (maçaroca de grãos vermelhos), essa pessoa dessa a volta a abraçar ou beijar toda a gente. O milho descamisado ia a secar para depois ser malhado na eira.
Há registo de várias eiras na aldeia. Além da eira dos Passados, da eira da Ti Ester ou da eira do Cimo da aldeia, existia uma eira da Casa do Covão e também a Eira d’Além, que dá nome a uma rua. Esta última pertencia também à Casa do Covão, mas era utilizada por várias pessoas, sendo assim denominada por ser a eira dos mesmos proprietários que ficava na outra ponta da povoação.
O milho foi sempre uma cultura importante na aldeia, mas para se chegar à descamisada era preciso começar a trabalhar muito antes. Ao início, era preciso lavrar e gradar para então semear. Muitas vezes, era semeado feijão entre os pés de milho que, nascido e com cerca de um palmo, era sachado.
A etapa seguinte era despontar, tirar a ponta para a espiga crescer. Quase maduro, chegava a altura de desfolhar, e por fim então de colher. As pontas as folhas retiradas ao longo do ciclo eram aproveitadas para os animais, deitando-se a secar e fazendo-se molhinhos.
Junto da Eira dos Passados existe um poço com engenho que relembra a necessidade de obter água para diversas funções, nomeadamente para as atividades humanas e para agricultura. Havia, pois, na aldeia várias estruturas que representavam a evolução da tecnologia de elevar água, desde aparelhos movidos pelo Homem ou por animais:
A palavra “poial” designa banco de pedra (ou de outro material) junto a uma parede exterior. Contudo, também há quem refira como significado “ponto de paragem” (mercearia, venda, taberna) ou sítio onde se parava para que os animais pudessem descansar e beber água.
Os diferentes significados aplicavam-se aqui neste sítio, não só porque havia um banco encostado a esta casa, que servia de assento ou apoio para pousar algo e descansar, como porque existiram em tempos duas vendas e uma taberna nesta envolvente. O Poial representava também o local central onde o povo se encontrava e convivia e onde se ia falar às pessoas para trabalhar nas terras.
Durante anos, existiu ao Poial uma placa esmaltada de azul e branco que dizia “Largo Joaquim Fernandes Coimbra”, lembrando o antigo presidente da Câmara de V. N. de Poiares. Este espaço central da aldeia, onde se cruzavam duas das suas principais vias, foi despromovido de largo, mas permanece acarinhado por todos pelo seu simbolismo e por aqui se preservar o chafariz feito da característica pedra vermelha.
Lugar alto onde se põe alguma coisa. Assento baixo de pedra, madeira, alvenaria, etc. “poial”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2024, https://dicionario.priberam.org/poial.
Lugar onde se põe alguma coisa. Banco fixo de madeira, de pedra, etc. junto a um muro ou às paredes externas de uma casa. “poial”, in Dicio - Dicionário Online de Português [em linha], 2024 https://www.dicio.com.br/poial/
Lugar alto, geralmente junto de parede onde se coloca ou se assenta alguma coisa. Banco fixo, geralmente de pedra, que se usava de um lado e do outro, no vão da janela, à porta de casa. “poial”, in Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea ( II volume), 2001
Neste mesmo local, existiu em tempos um chafariz inaugurado em 1965 com pompa e circunstância e discurso de agradecimento da população. Grande melhoramento para as gentes de Alveite, terá sido removido na década de 1980.
Do outro lado do largo, as alminhas albergam no seu interior um painel azulejar com o tema da crucificação sob as almas do Purgatório. Geralmente construídas em encruzilhadas ou lugares de passagem, as alminhas requerem uma oração pelas almas e memória dos defuntos.
Além de Covão, a sinalética existente dá conta dos nomes Bairro Novo e Praça Augusto Simões para este local.
Furadouro significa atalho por onde se foge sem ser visto, mas contam alguns habitantes que este nome pode derivar de “ferradouro”, pois aqui havia um tronco onde vinham ferrar os bois. Esse tronco teria sido construído nos inícios da década de 1950, junto à serventia, ao canto poente da fachada lateral desta casa.
O gado, em particular o gado vacum, representava um auxílio precioso no trabalho do campo, puxando arado, charrua ou carro e acionando os engenhos de água. Contra o desgaste dos caminhos, e para que ficassem protegidos de choques, os cascos dos animais precisavam de ser ferrados. Enquanto os animais de casco único (mulas, cavalos, burros,…) levavam ferraduras aplicadas com cravos (pregos geralmente de cabeça quadrada), os bois, animais de dois cascos, usavam canelos.
Em Alveite, havia várias famílias com juntas de bois, mas não havia ferrador, tendo de se deslocar com os animais a Vale de Vaz, uma aldeia no limite sul do concelho, onde havia a oficina para ferrar. Causando transtorno às pessoas e aos animais, que escorregavam na estrada até lá, Alberto Jorge (proprietário desta casa) decidiu construir o tronco e disponibilizá-lo para os restantes habitantes, de modo a que o ferrador pudesse vir à povoação, poupando tempo aos de cá.
O tronco de ferrar era, pois, uma estrutura que servia para imobilizar e apoiar os bois, permitindo ao ferrador executar o seu trabalho de ferragem evitando coices e cornadas. Hoje já não se vê este elemento, e provavelmente não será dele que deriva o topónimo “Furadouro”, mas permanece na memória dos mais antigos como equipamento social de fundamental importância.
O ferrador a pessoa mais entendida em animais e com conhecimentos de alveitar, a quem recorriam quando era necessário tratar doenças dos animais, fazer curativos, sangrias, castração, etc. Alveitar era pois uma espécie de veterinário sem diploma ou veterinário popular, sendo interessante a semelhança deste vocábulo com o nome da aldeia.
É uma expressão que se associa ao ofício do ferreiro, já que este usava cravos para fixar as ferraduras aos cascos dos animais. A expressão, que alude a dar um golpe certo e outro não, significa não se comprometer, usar argumentos dúbios, defender ambos lados.
Atalho por onde alguém foge sem ser visto. “furadouro, furadoiro”, in Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea (I volume), 2001
Dizem que quando a estrada era carreiro, aqui se chamava Pontinha por existir uma pequena tábua que, qual pequena ponte, permitia a passagem do regato. Atualmente, este topónimo caiu em desuso, permanecendo o nome “Regato” para designar a área mais acima.
A água continua a brotar e atravessar em pequenas linhas de água, algumas hoje subterrâneas, conferindo fertilidade aos terrenos envolventes. Num deles, existiu até há poucos anos uma cegonha ou burro, engenho de elevar água para rega.
O forno do Sobreirinho é representativo do processo produtivo da cal. Muitos ainda se lembram de retirar terra das pedreiras em cestas à cabeça para descobrir a pedra que era arrancada e transportada em carroças para aqui.
Essa pedra era enfornada em “abóbada”, sendo depois ateado o fogo ao mato/lenha que deveria arder dia e noite. Finda a cozedura, através da qual a rocha era calcinada, retirava-se a cal.
Neste forno era produzida cal parda que era usada tanto na construção como na agricultura.
Na proximidade da barroca da Malhada, a mina de Alveite é o exemplar máximo de uma tipologia de estruturas construídas pelo Homem ao longo da serra para aproveitar a sua riqueza em água. Em forma de galeria escavada, diz quem lá foi dentro que terá perto de 100 metros de comprimento, estreitando à medida que se avança para o interior.
As águas desta mina alimentam ainda hoje os chafarizes construídos na aldeia na década de 1960.
O Capril da Serra, promovido pela Junta de Freguesia de São Miguel de Poiares, pretende recuperar a memória e a essência silvopastoril deste território através de uma atividade tradicional e contando com o rebanho para fazer a gestão de massa combustível, controlar o avanço das espécies invasoras e ajudar à transformação da paisagem numa área que se pretende mais resiliente e biodiversa.
O projeto contribui para a continuidade do ofício de pastor e para a preservação da raça Serrana, uma raça autóctone aceite como originária da Serra da Estrela e procedente da Capra pyrenaica, ou cabra dos Pirinéus. A maioria das cabeças do rebanho representa o ecótipo ribatejano, um dos quatro em que evoluiu a raça, tendo como principal função a produção de leite.
Sendo uma exploração extensiva, todos os dias o rebanho sai para percorrer os caminhos da serra, com o horizonte a perder de vista. Vigiadas de perto pelo pastor, as cabras têm uma dieta diversificada, com a urze, a carqueja e o tojo a serem os alvos prediletos. Na serenidade da natureza, as cabras e o pastor passam os dias, dando vida e alma à serra.
A serra do Bidueiro (ou serra de Alveite) une várias aldeias do seu sopé em torno de memórias de um passado comum. Até ao último quartel do século XX, estes territórios serranos viviam de atividades como a agricultura, a pecuária e a silvicultura. Não é de estranhar que a serra tivesse então uma paisagem diferente.
Se antes os numerosos rebanhos percorriam montes e vales, não deixando crescer a vegetação, em meados do século XX levou-se a cabo um plano de florestação com pinho bravo cujos desbastes forneciam fornos industriais, padarias e serrações. Desta fase são testemunho as antigas casas do guarda-florestal, uma em cada ponta da serra, ligadas por uma linha de telefone, inovadora à época.
Após 1980, o progressivo abandono da exploração de pinho e a maior ocorrência de incêndios criaram as condições ideais para a expansão do eucalipto, plantado ou de nascimento espontâneo, e para a ocorrência de espécies invasoras na serra. Ainda assim, é possível encontrar espécies autóctones como o medronheiro, o pilriteiro, o castanheiro e o carvalho.
Enquanto grande herbívoro, o veado-vermelho tem um papel importante na manutenção de um mosaico paisagístico dinâmico e biodiverso. É mais fácil de observar na serra nos meses de outono, ao crepúsculo e de madrugada, quando ocorre a brama (bramidos emitidos durante a época de reprodução).
Plantas exóticas invasoras são “plantas não-nativas que causam impactes ambientais e económicos negativos”, degradando os habitats e impedindo as espécies nativas de se estabelecerem. As cabras, ao roerem a acácia-austrália (1), a acácia-mimosa (2) e a háquea-folhas-de-salgueiro (3), contribuem para o controlo de invasoras neste local.
A acácia-de-espigas está a ser controlada na serra pelo agente Trichilogaster acaciaelongifoliae (4), uma pequena vespa que gera galhas onde se formariam flores (e mais tarde sementes), impedindo a dispersão da espécie. Mais complexo é o controlo da háquea-picante (5).
Ajude a controlar as invasoras aprendendo a identificá-las e participando em ações de controlo!
… a serra do Bidueiro já foi cenário de um livro! O romance “O Fundador de Jutiuca” descreve a dureza da vida neste território no início do século XX, em que os rebanhos subiam à serra guardados muitas vezes por crianças. O livro retrata também as vagas de emigração para o Brasil, que fizeram diminuir a população nas aldeias e o número de rebanhos, com consequências na paisagem da serra.
Fundada sobre um algueirão que bebe do veio subterrâneo do Luso, era a esta fonte que grande parte da população de Alveite Grande recorria para obter água antes da construção dos chafarizes e da rede pública abastecer as casas. Espaço emblemático e querido de todos, guarda em si muitas histórias, incluindo a da sua própria evolução.
Já mencionada no Tombo da Universidade de Coimbra do ano de 1589, nem sempre a fonte teve esta forma, pois antigamente estava à flor da terra. Contudo, pessoas mais velhas dizem que com o verão muito seco de 1947 e o afundar dos poços por parte dos habitantes, a água faltou na bica e foi necessário fazer obras para refundar a nascente. Com pedra e cal, os habitantes da aldeia trabalharam arduamente e daí resultou esta configuração com muro e escadas.
Até à década de 1980, uma simples depressão escavada na terra recolhia as águas da bica para servir os terrenos agrícolas em volta, mas contam os moradores que as perdas por infiltração e o incansável trabalho das toupeiras faziam diminuir a reserva e o fluxo da corrente que lhes chegava às terras. A construção do tanque (1988) e o emanilhamento do regadio permitiu maior eficiência no armazenamento e utilização hídricos, resultando na rede de canais que ainda hoje se vê.
O espaço da fonte assumiu desde cedo uma função agregadora na aldeia. As pessoas encontravam-se aqui vindo buscar água ou trazendo os bois a beber da pia em pedra - então conversavam e conviviam. Na corrente da bica deixavam os tremoços, no tanque apanhavam o agrião, e pelo S. João era tradição enfeitar a fonte de arcos com vegetação, canas verdes, flores e murta.
Já as terras em volta eram amanhadas, revestindo-se assim de diferentes tons. A rega era feita de acordo com as “horas d’água” ou “água d’horas”: cada propriedade tinha as suas horas e havia que ir “cortar a água” para usufruir desse direito, fosse dia ou noite.
O tanque da fonte, enquanto massa de água parada ou de corrente reduzida, representa uma área de elevada importância para o Homem e para a Natureza. Além do valor paisagístico e contemplativo, do contributo para o combate a incêndios e o minimizar dos efeitos da seca, a relevância desta reserva de água traduz-se também em termos ecológicos e ambientais.
Por todas as suas funções, este tipo de estruturas são fundamentais na preservação da biodiversidade - flora e fauna. Não são meras reservas de água, são fontes de vida!
A Rã-verde, o Tritão-marmoreado e a Salamandra-de-pintas-amarelas são anfíbios frequentes aqui, a que se junta a Cobra-de-água-viperina, vista a serpentear as águas. Já nas noites de verão, há pirilampos a passear…
Entre maio e o fim do verão, as libélulas e libelinhas são habitantes assíduos da fonte. Estes insetos exercem um papel de relevo no controlo das cadeias alimentares e gestão dos ecossistemas, ajudando a controlar pragas agrícolas e insetos vetores de doenças.
Com quase 1 m de altura, é a maior das garças que ocorrem em Portugal e já foi várias vezes avistada no tanque da fonte de Alveite. Geralmente solitária e muito fugidia, afasta-se a voar quando pressente a presença de pessoas.
Fotografia de Fernando Romão … estes já foram terrenos da Universidade de Coimbra? Entre os caminhos, junto à fonte, existe um marco antigo com a inscrição “DEV” gravada na pedra. Essas iniciais são a abreviatura de “VniversidaDE ”, proprietária deste território em tempos idos. O mesmo marco serviu para delimitar as freguesias de São Miguel e Stº André de Poiares até ao Dec. Lei 38.886 de 29 Agosto 1952.
Evento do parapente Chã da Cabeça, Calhau da Velha, Cabeço da Velha, Seixomil, Descolagem da Fraga,… vários são os nomes que o povo, as cartas militares ou as atividades usam para identificar este local, que sempre se revestiu de importância para a comunidade. Se presentemente daqui descolam as coloridas asas de parapente, ainda há quem se lembre de neste ponto existirem vestígios de um moinho que trabalhava ao sabor do vento, fornecendo farinha em troca da maquia.
Sendo uma área baldia, era cá também que muitas vezes os oleiros vinham buscar as “leivas” para manter o calor e abafar o fogo na soenga, cozedura tradicional do barro preto nas aldeias vizinhas. Já a paisagem do pinho bravo que descia a encosta na 2ª metade do século XX alimentava as serrações e mantinha vivo o ofício dos resineiros, cuja memória sobrevive no trilho que liga o sopé à cota superior da serra.
No entanto, nem só de trabalho vivia este espaço. Segundo habitantes de Alveite Grande, na Quinta-feira da Ascensão, um dos dias mais santos do ano e que era marcado pelo colher da espiga, as famílias da aldeia vinham em romaria e aqui merendavam, tendo chegado a realizar por uma vez a festa do “Criquelhas”. O fascínio pela largueza da paisagem e o melhor pôr-do-sol das redondezas vem desses dias e confirma este como um espaço de contemplação e lazer querido de todos. Seja com os pés na terra, seja a voar.
Uma sugestão? Apareça à hora do pôr-do-sol: vai ver que vai gostar!
Chã da Cabeça Urze e carqueja são os matos predominantes, observados entre espécies autóctones como o rosmaninho, a giesta, o aderno-de-folha-estreita, o pilriteiro ou a pereira brava. Das rochas brotam na primavera tons rosa das cravinas-bravas (Dianthus lusitanus), chamadas de cravetas pelos locais.
Das espécies arbóreas, destaque para o monumental eucalipto, sobrevivente do devastador incêndio de outubro de 2017, e que referencia esta serra a muitos quilómetros de distância, sendo um marco na paisagem.
Chã da Cabeça Sobre a pista de parapente nascem flores como as saudades-roxas, o hipericão ou as viperinas, que atraem diversas espécies de borboletas na primavera.
Verifica-se aqui o fenómeno de Hill-topping, em que os machos de várias espécies de borboletas vão para o topo do monte e aí permanecem, disputando o território e aguardando a chegada das fêmeas em busca de par. A concentração de borboletas que ocorre faz desta uma área com significado especial em termos de conservação.
Das borboletas mais pequeninas, voa sobretudo nos matos de urze e carqueja e encanta pela sua cor azul pouco comum na serra.
Borboleta Azulinha-da-serra Instale a aplicação iNaturalist e associe as suas fotos de plantas e animais neste local para ajudar a mapear a flora e fauna da serra!
A pilotagem de aeronaves de voo livre por quem não seja titular de licença de pilotagem e/ou sem seguro válido constitui uma contra-ordenação aeronáutica civil muito grave punida por lei (Nº1 do art.º 46º de DL 283/2007) e pelos regulamentos da Federação Portuguesa de Voo Livre.
Nestas terras, outrora cultivadas, assiste-se a um processo de renaturalização da paisagem. Com o passar do tempo, os terrenos inativos ou perturbados pelo fogo deram lugar à sucessão ecológica.
Desenvolveu-se assim uma área com diversas espécies autóctones que, por oposição à monocultura do eucalipto, se torna rara e especial.
Carvalho-cerquinho, Carvalho-alvarinho, Sobreiro, Carvalhiça, Medronheiro, Gilbardeira, Sanguinho-das-Sebes, Pilriteiro, Salsaparrilha